Homenagem ao Mestre Quintana


Homenagem ao Mestre Quintana:

A coisa

"A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita..."

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Se cada um que me olha desconfiado, não pensasse que sabe exatamente quem eu sou, teria então, alguma chance de me conhecer.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Na dúvida, apenas deixe o tempo passar...
Deixe o tempo assentar as coisas.
Daqui a pouco o vento
Leva tudo para o seu lugar.
E tudo aquilo que for verdadeiro
Permanecerá em sua vida...
Ninguém poderá levar.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

A vida anda oculta pela noite
Sem que ninguém perceba
Que ela também está fugindo.
De quem? Para onde?
Pouco importa.
Assim como tudo o mais,
Ela também precisa partir...
Quase sempre sem ao menos 
Um terno olhar de despedida.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Estive pensando sobre essas pessoas que sofrem tanto por amor... Sabe, na minha vida, eu procuro não julgar ninguém, pois cada um sabe a dor que sente, e se não estamos na pele daquela pessoa, não podemos opinar sobre o sofrimento dela. Porém, a mim mesma, tenho dito que não me permito sofrer por amor nunca mais. Tenho dito isso e acreditado nisso, e sei que um dia vai se concretizar, porque simplesmente não acho justo sofrer por amor, diante de tanta gente sofrendo no mundo por não ter sequer aquilo que é mais básico e essencial para viver. 
É tanta gente nesse mundo passando fome, frio, enfrentando doenças e todos os tipos de privações, que acredito que não devo me dar ao luxo de sofrer por quase nada nem ninguém.
Então, se começo a pensar em sofrer por amor, agradeço... agradeço, pois sou uma afortunada e estou longe das mais cruéis estatísticas e de condições desumanas de sobrevivência. Agradeço pois tenho saúde, um bom lar, um bom trabalho, e diante disso, acho ridículo ficar triste um segundo sequer.
Sei que escrevo muita coisa sobre o amor e suas dores, mas explico: como diria Mário Quintana, todos os poemas são de amor... e como diria Fernando Pessoa, o poeta é um fingidor... Não que eu seja uma romântica à moda antiga e não que eu faça de conta que sinto algo só para escrever, não é isso: apenas penso que o amor está presente em tudo nessa vida e que para sentir algo e escrever sobre isso, não é preciso sofrer. 
Acho que finalmente cheguei naquela fase da vida em que ainda tenho disposição pra muita coisa, menos para o sofrimento. Por isso, sabendo que a vida tem seus momentos de dor quase insuportável, deixo pra sofrer nesses momentos, se achar que tenho motivos o bastante. Por enquanto vou me negando a padecer por coisas mínimas, pois acho que seria até um desrespeito com aqueles que sofrem de verdade.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Hoje li um comentário sobre alguns autores, como o Caio Fernando Abreu, terem invadido o facebook... e o pior é que o comentário não era positivo. 
Bom, fiquei pensando sobre isso e tenho uma opinião: primeiramente, acho que as pessoas precisam ler mais, sendo preferível que elas postem e divulguem algo cultural, como frases, trechos e textos de escritores, ao invés de bobagens que nada acrescentam a ninguém. 
Claro que, para mim, nada substitui o livro impresso. Mas essa é a minha opinião, e de certa forma sou uma pessoa privilegiada, que pode se dar ao luxo de ter dezenas de livros, mas sabemos que não é  essa a realidade da massiva maioria dos brasileiros.
E se formos observar, não demoraremos a perceber que hoje, autores renomados, jornalistas, escritores, possuem suas fan pages no facebook, seus perfis no twitter, seus blogs, onde divulgam seus trabalhos, bem antes de serem impressos. 
Por esse motivo, penso que a maneira de disseminar a cultura é o que menos importa, e se a internet cumprir esse papel, acho louvável.
Apenas devemos ter um cuidado: o de conferir a real autoria dos textos, pois na internet as citações se propagam rapidamente e muitas vezes sem os devidos créditos, ou com informações equivocadas.
No mais, no que diz respeito à leitura, não vejo qualquer contra-indicação. Então, vamos ler, através de todas as formas disponíveis e possíveis, pois sem leitura não há cultura que resista.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Nesse mundo não existem os completamente inocentes, nem os totalmente culpados. Todos podemos ser, ao mesmo tempo, as vítimas e os algozes, e muitas vezes sequer temos consciência disso. 
Todos nós acertamos e erramos, todos precisamos perdoar e também ser perdoados. Entre o bem e o mal a linha é muito mais tênue do que se possa imaginar, é complicadamente HUMANA. 
Por esses motivos é que não deveríamos ser tão intransigentes com os outros, pois cada um de nós é apenas um aprendiz, que necessita de orientação constante.
E ao contrário do que muitos pensam, nossas lições não acabam por aqui, nesse mundo em que vivemos agora... elas vão continuar, sempre, onde quer que nos encontremos.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Nunca me achei frágil, mas existem certas coisas e situações na minha vida que foram me cansando e para as quais não tenho mais tolerância. Se quiserem chamar isso de fragilidade, tudo bem. Detesto rótulos, mas aprendi que pessoas com pouca cultura precisam de nomes e definições, pois não enxergam nada além da superfície.
Se me recolho, só com meus pensamentos, é porque acredito que levar meus problemas para outras pessoas não vai fazer bem a elas e muito provavelmente não vai resolver nada para mim.
Mas como definir fragilidade? Alguém sensível é frágil? Pois bem, se    ser sensível está diretamente ligado a ser frágil, eu pago o preço. A única coisa que não quero é deixar de sentir.
Nos meus isolamentos temporários, na minha dose diária e terapêutica de solidão, é que encontro comigo mesma, que me recomponho, que me renovo e cresço. 
Nem tudo é o que parece, e o que pode parecer fragilidade, é justamente a fonte da minha força. Porque momentos de fragilidade todo ser humano tem, mas nem todos têm o constante esforço e a persistência na superação. E se enganam aqueles que pensam que precisamos superar os outros. Tudo que precisamos na vida é superar continuamente a nós mesmos. Esse é o mais importante exercício da vida.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Sinto-me só.
Meus poetas favoritos 
Estão mortos.
Mortos?
Mas que absurdo!
Poetas não morrem.
Seus raríssimos corações
Continuam a pulsar eternamente
No compasso de seus versos...