Homenagem ao Mestre Quintana


Homenagem ao Mestre Quintana:

A coisa

"A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita..."

segunda-feira, 21 de novembro de 2011


Hoje, estou exatamente há um ano sem a minha avó querida, minha mãe duas vezes, minha irmã, minha amiga de todas as horas.
Escrevi este poema ao lembrar da última noite que minha avó esteve comigo, que passei cuidando dela, com ela no meu colo.
E paro de escrever por aqui esta dedicatória, pois as lágrimas me impedem de continuar...



Volto meus olhos insistentes
Para tua face triste e cansada.
Fito teus olhos e digo baixinho:
Dorme agora, que a noite é nada.
Dorme agora, que estou aqui.
Dorme, que te protejo com meu amor.
Os passarinhos já anunciam a madrugada
E a luz do dia que está nascendo
Levará embora toda tua dor.

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