Homenagem ao Mestre Quintana


Homenagem ao Mestre Quintana:

A coisa

"A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita..."

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Nunca me achei frágil, mas existem certas coisas e situações na minha vida que foram me cansando e para as quais não tenho mais tolerância. Se quiserem chamar isso de fragilidade, tudo bem. Detesto rótulos, mas aprendi que pessoas com pouca cultura precisam de nomes e definições, pois não enxergam nada além da superfície.
Se me recolho, só com meus pensamentos, é porque acredito que levar meus problemas para outras pessoas não vai fazer bem a elas e muito provavelmente não vai resolver nada para mim.
Mas como definir fragilidade? Alguém sensível é frágil? Pois bem, se    ser sensível está diretamente ligado a ser frágil, eu pago o preço. A única coisa que não quero é deixar de sentir.
Nos meus isolamentos temporários, na minha dose diária e terapêutica de solidão, é que encontro comigo mesma, que me recomponho, que me renovo e cresço. 
Nem tudo é o que parece, e o que pode parecer fragilidade, é justamente a fonte da minha força. Porque momentos de fragilidade todo ser humano tem, mas nem todos têm o constante esforço e a persistência na superação. E se enganam aqueles que pensam que precisamos superar os outros. Tudo que precisamos na vida é superar continuamente a nós mesmos. Esse é o mais importante exercício da vida.

Um comentário:

  1. Realmente profunda e verdadeiras suas palavras. Qdo aprendemos a reconhecer que a solidão diária é nossa maior amiga, é sinal que estamos prontas para enfrentar esse mundo... cheio de solidão, mas tbm de vida, de amor, de felicidade, que só encontramos verdadeiramente dentro de nós!
    bjss

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