Hoje preciso fazer alguns esclarecimentos sobre Roller Derby. Pelo que tenho ouvido e presenciado, esses esclarecimentos são extremamente necessários. Seguem abaixo:
- O Roller Derby é um esporte. Sim, um esporte. Não tem nada a ver com patinação artística ou patinar por patinar, por que a gente gosta. Existem disputas e campeonatos. E embora o esporte ainda seja novo no Brasil, existe sim uma seleção Brasileira, que representa o país. Quem não levar fé, aqui está uma prova: http://www.youtube.com/watch?v=AvQyuUivIsY
- A Chilli Queens Roller Derby League, foi SIM, a primeira liga a ser fundada no Estado do Rio Grande do Sul, aqui mesmo, em Três de Maio. Mas mesmo com todo o nosso empenho em representar nosso Estado, nossa região e nossa cidade, as dificuldades que enfrentamos persistem, em todas as áreas: não temos sequer quadra para treinar. Sim, estamos há semanas sem treinar por falta de quadra, sendo que existem várias escolas e ginásios no Município, sendo alguns destes, públicos.
- Sim, encaramos o desafio de trazer um esporte novo, para o público feminino, que hoje em dia, principalmente na nossa região, têm pouquíssimas opções de esporte para praticar. Porém, o apoio que temos é mínimo. Temos que arrecadar dinheiro pra manter a Liga, para fazer treinamentos, para aprender sobre o esporte. Temos que formar treinadores, juízes e atletas. Tudo isso sem um preparador físico, sem sequer uma pessoa especializada nessa área.
- Aprendemos a patinar umas com as outras. Aprendemos a jogar e as regras do jogo, que é bem complexo, através da internet e de treinamentos, em cidades como o Rio de Janeiro, tirando as verbas necessárias pra isso, do próprio bolso. E ainda estamos aprendendo, ainda há muito que aprender. Existe um caminho muito longo a ser percorrido, para que nossa liga possa disputar campeonatos oficiais.
- Diante disso eu pergunto: - se não temos sequer uma quadra para treinar, como enfrentaremos todos os outros obstáculos? Não temos patrocínio, não temos o apoio necessário do poder público, e com certeza não foi por falta de tentativas de nossa parte. Chegamos a incomodar às vezes. Somos chatas, inconvenientes, mas isso acontece porque as pessoas simplesmente não enxergam a importância do que estamos fazendo. E quem deveria ter esse tipo de iniciativa, seria o poder público, mas já que a iniciativa foi privada, toda a comunidade deveria apoiar. Porque a sociedade como um todo, acredita que o esporte deveria ser mais incentivado, pois ele evita vários problemas sociais, além de trazer inúmeros ganhos para a saúde.
Só que as pessoas precisam entender, que esporte, não é só futebol. Precisam enxergar que novas modalidades estão surgindo e que são muito bem vindas, principalmente para o público feminino, que já tem tão parcas opções.
- Roller Derby é um esporte de contato, de garra, de raça, de persistência, de força de vontade, de superação... E por ser assim, quem o pratica, acaba adquirindo também para sua personalidade, essas características. Só quem conhece, sabe os benefícios que esse esporte traz para a vida das pessoas. Portanto, o Roller Derby está sim em Três de Maio, desde 2011, e não vamos desistir dele. A Liga vai lutar pra mantê-lo, vai lutar para fazê-lo crescer, vai pleitear seu espaço e exigir seus direitos, e os primeiros deles são: que saibam que nós existimos, que não somos um "grupo de mulheres estranhas que andam de patins", que temos integrantes de várias cidades da região, que entendam o que é o esporte, que respeitem e valorizem a nossa iniciativa, pois em pleno 2013, somos mulheres pioneiras, superando uma dificuldade atrás da outra, para trazer essa oportunidade maravilhosa para nossa cidade. Temos objetivos e Roller Derby é coisa séria.
Homenagem ao Mestre Quintana
Homenagem ao Mestre Quintana:
A coisa
"A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita..."
sexta-feira, 22 de março de 2013
terça-feira, 5 de março de 2013
É com muito orgulho que vou publicar aqui, um texto escrito por minha mãe, ao mesmo tempo em que desconfio, que dela é que herdei o gosto pela leitura e pela escrita.
Para mim não é novidade, mas algumas pessoas poderão se surpreender ao saber que minha mãe também escreve. O que tenho a esclarecer sobre isso, é que felizmente nos dias de hoje, eu sou totalmente livre e posso me expressar através deste blog, no entanto, há apenas algumas gerações atrás, tudo era mais difícil para as mulheres, pois elas não tinham o direito de priorizar suas escolhas, suas vidas eram extremamente limitadas, elas precisavam cuidar de seus lares, de seus filhos, fazendo isso do jeito que podiam. E em meio a essa realidade, para a maioria delas, não havia possibilidade de estudar, de ler, de pensar, muito menos de se expressar. Lamentavelmente, minha mãe fez parte dessa maioria. Por isso acredito não ser coincidência, que o texto escrito por ela, fale exatamente sobre as complexidades e dificuldades que faziam, e que ainda hoje fazem parte da vida das mulheres, pois após muita luta, foram garantidos os diretos ao trabalho, ao estudo, ao voto, dentre outros. Porém, mesmo tendo agregado essas conquistas, as mulheres não deixaram de realizar seus inúmeros afazeres e tarefas domésticas. Então essas mudanças acabaram gerando uma sobrecarga enorme, pois hoje as exigências impostas pela sociedade, através de uma cultura extremamente machista que se perpetua através dos anos, são de que as mulheres acumulem cada vez mais funções: que sejam chefes de família, mães, esposas, profissionais, estudantes, donas de casa, arrimos de família, empresárias, intelectuais, etc., e que ainda se preocupem (e muito), com a ditadura dos padrões físicos e da beleza.
Mas voltando ao fato de escrever, infelizmente, no caso de minha mãe, ela não teve as oportunidades que tive e tenho, de estudo, de profissionalização, de aprimoramento intelectual, mas mesmo tendo vivido em uma época bem mais difícil e com restrições incomensuravelmente maiores, nada disso atingiu a sua inteligência, o seu gosto pela leitura, a sua curiosidade e vontade de aprender, a sua criatividade, a sua perspicácia para perceber e acompanhar as transformações do mundo em que vivemos.
E conforme segue abaixo, de acordo com as definições de sua própria autoria, com muito orgulho, minha mãe é "apenas uma mulher"!
Mulher que tem a capacidade de gerar a vida, de amar incondicionalmente seus filhos, de esperar nove meses para vê-los nascidos, de esperar uma existência inteira para vê-los crescidos e felizes.
Mulher que faz duplas, triplas jornadas, fazendo sempre horas extras para amar e trabalhar, para trabalhar e amar, durante toda a sua vida, enquanto tiver vida.
Mulher que tem a capacidade nutrir com seu leite, com seu trabalho, com seu amor e com seu sangue, se preciso for.
Você é apenas uma mulher... mas que faz toda a diferença, que transforma o mundo a cada segundo, sem que muitas vezes isso seja percebido.
Apenas uma mulher, mas que detém em si, a inexplicável magia de dar vida, e todo o poder de transformação que o mundo necessita."
segunda-feira, 4 de março de 2013
A vida jamais deixa de ensinar.
Nos ensina a viver o instante, mas também que jamais devemos colocar em risco aquilo que necessitou de incontáveis momentos e esforços para ser conquistado, em prol de apenas uma ocasião.
Nos ensina a viver o presente, sem esquecer no entanto, que apesar da efemeridade desta existência, nem tudo que nela se sucede tem reflexos apenas momentâneos.
Nos ensina a viver intensamente, porém sem que esta intensidade, além de passageira, seja prejudicial e ilusória, e acabe comprometendo algo realmente valioso, que não é passível aos desgastes usuais do tempo.
Nos ensina a viver o instante, mas também que jamais devemos colocar em risco aquilo que necessitou de incontáveis momentos e esforços para ser conquistado, em prol de apenas uma ocasião.
Nos ensina a viver o presente, sem esquecer no entanto, que apesar da efemeridade desta existência, nem tudo que nela se sucede tem reflexos apenas momentâneos.
Nos ensina a viver intensamente, porém sem que esta intensidade, além de passageira, seja prejudicial e ilusória, e acabe comprometendo algo realmente valioso, que não é passível aos desgastes usuais do tempo.
sábado, 2 de março de 2013
Esse poeminha é dedicado a um casal de amigos, em especial: Tânia e Samuel!
E se continua,
Deixa continuar.
Todos sabem que existe uma fase
Em que a lua não ilumina:
Lua nova não faz luar.
Mas mesmo quando não conseguimos vê-la
Brilhando no céu e clareando os caminhos,
Não quer dizer que ela não esteja lá.
Lembre-se disso, apesar da distância
Lembre-se disso por onde for...
Pois se o amor por vezes se esconde,
Ainda assim, continua sendo amor.
E se continua,
Deixa continuar.
Todos sabem que existe uma fase
Em que a lua não ilumina:
Lua nova não faz luar.
Mas mesmo quando não conseguimos vê-la
Brilhando no céu e clareando os caminhos,
Não quer dizer que ela não esteja lá.
Lembre-se disso, apesar da distância
Lembre-se disso por onde for...
Pois se o amor por vezes se esconde,
Ainda assim, continua sendo amor.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Se alguém não quiser que eu me ofenda com comentários preconceituosos, sejam eles racistas, machistas, homofóbicos, rotulantes, ou "gordofóbicos", que não os faça na minha frente.
E não, brincadeira que contenha tais assuntos, pra mim não tem graça.
E não, os comentários não precisam ser dirigidos a mim para que eu me incomode. Preconceito me incomoda, seja direcionado a quem for.
Quando se trata desse tipo de coisa, dou contra mesmo. Não sou uma pessoa passiva ou conformada. Não vou com a maré. A maioria das pessoas deixa pra lá, por vários motivos, por que não é com elas, por que não quer se indispor com ninguém, por que está acostumada com isso... Mas eu não faço parte desse grupo, pois é assim que pensamentos retrógrados e degradantes vão se perpetuando.
Portanto, repito e é muito simples: Se alguém não quiser que eu me ofenda, que não desenvolva condutas ou falas ofensivas na minha presença.
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