Ontem à noite, passeando pela antologia do mestre Quintana, me deparei com alguns versos avulsos, com o seguinte título: "Apontamentos para um poema".
Em se tratando do mestre, duvido que ele não soubesse que não se pode apenas fazer algumas anotações e deixar o poema para depois.
O poema sofre de uma pressa mortal e nunca espera. Nós, que temos esse vício de compor alguns versos, é que esperamos pacientemente, por aquele breve momento em que as palavras se revelam em uma dança mágica e única.
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