Homenagem ao Mestre Quintana


Homenagem ao Mestre Quintana:

A coisa

"A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita..."

sexta-feira, 9 de setembro de 2022


Eu sou o capitão deste barco:

Já tive os braços fortes e bem firmes no leme

E costumava mirar o oceano com o olhar experiente, 

Pois já passei no mar desta vida

Por muitas intempéries. 

Mas os braços mais fortes também cansam

Quando todo o barco balança e treme.

E nas noites de tempestade e mar revolto 

Se turva até o olhar mais experiente...

Não há como saber qual direção é rumo certo.

Então cerro meus olhos e solto o leme

Para que Aquele que tudo sabe,

Que tudo vê e que nunca cansa,

Ajuste minhas velas através de seus ventos

Para que em águas calmas o meu barco chegue.

E que nesse lugar seguro, 

Meu corpo e meu espírito

Possam descansar e se refazer.

Senhor, eu não desejo fugir das lutas

Que sei que vim enfrentar nestas águas,

Mas minha alma também precisa 

Do Teu refrigério e da Tua proteção.

Oriente meu barco, pois ele se encontra

No meio do nada, no meio do caminho:

Já não posso voltar para o ponto de onde parti 

E ainda não consigo avistar onde preciso chegar.

Me encontro na metade...

Com a metade das forças

E da coragem que um dia tive.

Minhas certezas também já são parcas,

E só Tu poderá me guiar.

Que Teus ventos, mesmo quando tempestuosos

Me direcionem sempre

Para onde for o Teu desejo me levar!














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