Homenagem ao Mestre Quintana


Homenagem ao Mestre Quintana:

A coisa

"A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita..."

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Não, a vida não me trouxe esse amor... A vida simplesmente me esfregou esse amor na cara!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Eu sou uma pequena faísca.
Você é o vento.
Quando você vem sobre mim
Me transformo em chama,
Pois o vento não pode apagar o fogo...
Quanto mais você sopra,
Mais me alastra, mais me inflama!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Eu poderia te dizer tantas coisas...
Mas de que adiantaria?
Seus olhos inventam realidades
Que ninguém mais pode enxergar.
São tantas pequenas farpas
Que vão se acumulando no sopro dos segundos
E quando alcançam a minha pele
Acabam machucando de verdade.
Hoje eu só queria que você me trouxesse
Aquele seu sorriso mais calmo
E aquele doce olhar de aceitação.
Não precisaria de palavras,
Pois as palavras também foram feitas para voar,
E tantas vezes me levam
Por caminhos que eu nem pude escolher...
Quando me dou conta, já estou lá!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A paixão vem,
A paixão passa,
Vai e volta...
E também acaba.
Já o amor,
O amor não tem fim,
O amor fica,
O amor permanece....
Sempre.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cantei mil canções
Velhas canções de amor,
De solidão e despedida...
Arranquei a paixão do peito
Como a noite tira a luz do dia.
Sei que é complicado às vezes,
Às vezes eu já sentia
Antes mesmo de saber.
Mas hoje a vida passou por mim,
E por um breve momento
Nos encontramos naquela esquina.
Então a vida seguiu seu rumo, apressada.
E eu fiquei olhando,
Olhando a vida...
Com meus olhos de menina.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Eu que admiro tanto o genial toque de humor do Mestre Quintana em sua poesia, hoje tive um lampejo, uma pequena faísca de bom humor, que enveredou para esta frase:

Não fique aí pensando na morte da bezerra, pois enquanto isso, a vaca pode estar indo pro brejo...

Pois é... às vezes parece piada, mas ainda assim, é poesia... Poesia bem humorada!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Amor, quando é de verdade, jamais morre. Apenas adormece.
E assim como adormece, pode acordar.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ando dia e noite vagando
Pelos quatro cantos da minha alma.
Procuro uma esperança há tempos perdida,
Mas só encontro lembranças empoeiradas
E a mesma solidão... minha velha conhecida.
Neste momento, olho para minha mão
Que parece voltar tão vazia...
Porém não te enganes, é preciso olhar com calma:
Aos poucos tu verás que ela está repleta,
Estendo-te meus versos em sua palma!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Toda a minha tristeza
E todas as horas intermináveis 
Que passei sem você,
Foram entregues, trocadas...
Pelo breve segundo
Em que meus olhos
Novamente descansaram em ti.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

É preciso um largo sorriso
Para enfrentar tardes assim.
É preciso ter muita alegria e pouco juízo
Para desviar de tanta coisa ruim.
É preciso vestir um sonho novo
Ao ver um novo dia nascendo para mim.
É preciso olhar para o céu muitas vezes
Para lembrar que nem tudo tem fim.
Tome muito cuidado ao jogar o bumerangue da vida.
Não se esqueça: aquilo que você joga para o mundo, um dia retorna para você.

sábado, 10 de setembro de 2011

Amo-te com a paz dos caminhos ermos
Onde só o que se move é a luz da lua.
Amo-te com o alegre rumor dos pássaros
Que cruzam o céu em revoada ao fim da tarde.
Amo-te com a delicadeza destes tons de outono
Que aos poucos invadem a minha rua.
Amo-te com a quietude desse sol
Que no horizonte se despede sem alarde.
Amo-te com a doce espera
De uma saudade que sabe ser só tua.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

É algo assim,
Bem mais que saudade.
É uma falta que sinto...
Como se fosse um pedaço meu
Que desprendeu-se de repente,
E deu lugar a sua presença.
Depois que você se tornou parte de mim,
Já não sou a mesma,
Já não sou "só eu"...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Estes meus versos,
Que nasceram de ti
E te foram entregues pelo vento,
Te deixaram todo prosa!
Neles havia um quê de saudade,
A intensidade deste momento,
Um cheiro de mato e de chuva,
A meia luz de um fim de tarde
E a suavidade de uma rosa.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Nós, seres humanos, às vezes parecemos demasiadamente limitados... Mas quem é que estabelece nossos limites?
Um limite, só é um limite temporariamente, enquanto ainda não foi ultrapassado.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Olho pela janela...
O poncho negro da noite
Cobre a vastidão dos campos.
No céu, nenhuma estrela se mostra.
O vento vai se aquietando.
O silêncio é cortado apenas
Pelo grito de algum quero-quero
Que nunca abandona sua vigília.
E neste exato momento
A noite, já cansada
De sua própria escuridão,
Resolve ir clareando, clareando...
Até virar madrugada.

sábado, 3 de setembro de 2011

E aquela esperança
Tão pequenina
Ainda no berço...
Pobrezinha,
Ainda nem sabe que morreu.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A vida sempre força um recomeço, quer a gente queira ou não.
Mesmo que a alegria acabe, que o amor acabe, que a própria vida das pessoas que amamos acabe... cedo ou tarde, vamos ter que recomeçar, e quanto antes fizermos isso, menor o nosso sofrimento.
A própria estrutura dos nossos dias é assim: cada noite é um fim...  E cada manhã um recomeço. Todo os ciclos da natureza são assim. O que esquecemos é que nós, seres humanos, não estamos à parte disso tudo. Somos apenas fragmentos de vida e estaremos sempre sujeitos as suas leis.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Eis que me pego travando esta conversa, com o poeta que mora em mim:

- Já é muito avançada a noite... e você poeta, segue poetando...
- Ora, e que outra serventia teria um poeta?
- Claro, um poeta tem seu ofício muito bem definido, eu sei... Mas não dizem que existe a hora certa para cada coisa?
- Pode existir sim a hora certa para muitas coisas, menos para a poesia. Não existem versos com hora marcada!
- Mas poeta... a noite é feita para dormir! Ou os poetas não precisam dormir?
- Posso lhe garantir, que antes de qualquer coisa, um poeta tem que vigiar sempre, pois no menor dos seus cochilos, poderia estar nascendo mais um novo verso... Dormir se torna secundário. Essencial mesmo para todo poeta, é nunca deixar de sonhar!