Olho pela janela...
O poncho negro da noite
Cobre a vastidão dos campos.
No céu, nenhuma estrela se mostra.
O vento vai se aquietando.
O silêncio é cortado apenas
Pelo grito de algum quero-quero
Que nunca abandona sua vigília.
E neste exato momento
A noite, já cansada
De sua própria escuridão,
Resolve ir clareando, clareando...
Até virar madrugada.
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