Homenagem ao Mestre Quintana


Homenagem ao Mestre Quintana:

A coisa

"A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita..."

quarta-feira, 20 de junho de 2012



Cadê a poesia? Me perguntei isso hoje, ao perceber que ando escrevendo muito em prosa e que tenho negligenciado meus tão amados versos...Mas eis que ressurgem, sempre como flores pequeninas, perfumadas, multicoloridas... e que desabrocham até mesmo no início do inverno!


O vento traz de muito longe estes velhos segredos
Que suavemente sussurra ao meu ouvido...
E quando ele se vai ondulando os campos,
Colhendo o perfume das flores, brincando entre as nuvens,
Leva consigo meus versos, espalhando-os pelos caminhos,
Onde eles permanecerão, como sementes sobre a terra seca.
Mas um dia, quando estiverem quase esquecidos, virá a chuva
E eles brotarão inesperadamente, em raras e esfuziantes cores,
Para aflorar também teus mais pungentes sentidos.
Então teus olhos se encherão de um brilho novo
E sairão em busca de sonhos perdidos.

2 comentários:

  1. Nunca consegui escrever em versos, parecem me limitar as linhas certas. Não sei não, admiro muito quem tenha o dom ou a vontade deste tipo de escrita :) Boa quinta Jari.

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    1. Mas meus versos são beeeem livres, não tem esse negócio de linhas certas ou rimas, tb não consigo me apegar à formas pré-estabelecidas. Já fiz sonetos por exemplo, mas hoje é muito raro eu escrever algum poema desse tipo. Por isso gosto do Quintana, pq ele sempre escreveu do jeito dele, sempre conseguiu fazer poemas imensos em significado e muitas vezes com apenas uma frase!

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