Homenagem ao Mestre Quintana


Homenagem ao Mestre Quintana:

A coisa

"A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita..."

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Esqueça tudo. Esqueça até de mim.
Mas nunca esqueça das lágrimas
Que transformei em versos...
E que nasceram só por você.
Pois ninguém mais poderá lhe dedicar meus poemas.
Você não mais verá, um verso solitário sequer,
Se desprender de mim feito pétala de flor,
E ser levado pelo vento... em sua direção.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Serão os pingos da chuva,
Ou serão só lágrimas
A escorrer pelo vitral dos meus olhos?
Estas águas percorrem sempre o mesmo caminho
Por esta face que já não é a mesma.
E aos poucos vão inundando meus sonhos.
Chuva mansa, mas contínua...
Que vai enchendo o rio devagar
E quando se percebe, ele já transbordou.
Mas há muito tempo espero pelo sol...
E que ele me traga uma longa estiagem de lágrimas.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Eu queria que nesse Natal, as pessoas esquecessem um pouco os presentes, o materialismo, e valorizassem a possibilidade de estar junto da família e dos amigos, pois não são todos que tem esse privilégio... Além disso, muitos de nós já sabemos o que é a dor de ter perdido para sempre, pessoas muito, muito queridas, e sabemos quanta falta essas pessoas fazem, ainda mais nessas datas. É um vazio que NADA preenche. Então vou tomar a liberdade de deixar uma dica apenas: ame e valorize as PESSOAS, enquanto elas estão presentes, ame e valorize as pessoas que você ainda pode ter contato, mesmo que estejam distantes. Eu sempre tentei fazer isso, e posso dizer com certeza, que até agora, foi o melhor que eu fiz nessa vida... e vou continuar fazendo.
Então, às pessoas que eu amo e que não poderei abraçar fisicamente (e isso inclui muita gente), eu deixo meu abraço mais carinhoso, e que elas possam ter a certeza que o meu amor encontrará um jeito de chegar até elas.


"Porque metade de mim é amor. E a outra metade também."
O mundo está cheio de covardias.
Fugir e camuflar sentimentos, são sempre as primeiras opções.
A coragem de estampar no rosto e entoar na voz, aquilo que está no coração, é para poucos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Penso em mil coisas
E dentre elas,
Não sei como,
Ainda penso em você.
Minha poesia é apenas uma fresta
Por onde escampam de mim
Todos esses pensamentos,
Que rodopiam no redemoinho da minha mente.
Antes, durante, depois...
Tantas idéias, tantos sentimentos, tanta gente!
O fato é que sempre penso demais...
O fato é que sempre penso em você.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

As pessoas costumam deixar para o tal "balanço de final de ano", tudo aquilo que deveriam observar diariamente. Por isso essa época é tão conturbada. Por isso é tão cansativo e frustrante ver mais um dezembro indo embora. Por isso as listas enormes de promessas para o novo ano. Mas muitos não enxergam que esse novo ano, irá começar com apenas mais um novo dia... um novo dia como outro qualquer.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Continuar... É o que a vida nos exige, todos os dias. Não importa que nossos sonhos tenham sido esmagados, não importa que nossas esperanças estejam escassas, não importa o quanto nosso coração esteja quebrado... e coração de poeta, ah, esse quebra mais ainda... Só que de repente, lá vêm os nossos anjos, desajeitados, mas incansáveis, para juntar cada pedacinho, com toda paciência... e colar tudo de novo.
Tive medo. Mas ter medo não significa falta de coragem. Saber lidar com o medo, enfrentá-lo, isso é ser corajoso.
E fui corajosa. Tomei uma decisão e depois disso, mergulhei de cabeça, com toda a minha valentia.
Mas infelizmente, não sei de onde e nem porquê, veio uma inexplicável correnteza... e não tive chance, simplesmente não deu pé. Mas não me arrependo, pois sempre subo à tona novamente. Prefiro correr o risco de me afogar, do que ficar olhando o rio de sua margem, enquanto ele apenas passa, já sabendo que aquelas águas, jamais irão voltar.
Sou o que sou e não tenho nada a esconder.
Por isso sou transparente, verdadeira.
Por isso não tenho medo de dizer o que sinto e o que penso.
Não tenho medo de mostrar minhas ideias e minha personalidade.
Portanto, podem me investigar, me revistar e até me virar do avesso.
Melhor mesmo, que façam isso antes de me julgar, pois só vão perceber que a base de tudo em mim, de tudo que sou e faço, é amor.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Já morei em Porto Alegre.
Já viajei muito, durante muitos anos,
Sempre com o mesmo destino:
Porto Alegre.
Hoje... não mais com a mesma frequência.
As viagens se fazem pelo mesmo caminho.
A cidade é a mesma.
Tudo continua no mesmo lugar.
Porém, eu já não sou a mesma.
Meu olhar sob esta cidade é novo.
Os motivos de estar pisando estas ruas agora...
Ah! São tão outros...
Que até parece
Que nunca antes estive aqui!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Para quê economizar tempo, sentimentos, sorrisos, paixões, lágrimas, carinhos, afeições? Para quê economizar vida? Um dia ela vai acabar, de qualquer maneira. A vida nos foi dada é para a gente gastar! Gastar é que vale à pena, mergulhar de cabeça, sem medo, nesse desconhecido que é o desenrolar do verbo viver!
Aprenda uma coisa sobre mim: eu não falo nas entrelinhas, nem saio pela tangente. Sou muito prática e direta para isso. Prefiro linhas retas. São menos complicadas e mais eficientes.
Se eu tiver algo a dizer, vou fazê-lo com toda a objetividade e clareza, diretamente a quem deve ser dito.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Desabafo...
Se as pessoas soubessem de todos os leões que tenho que matar a cada dia, de todos os problemas que envolvem minha família e as pessoas que mais amo... problemas estes aos quais não dei causa, mas que mesmo assim, a vida apresenta para mim...
Se as pessoas soubessem de tudo que já passei nessa vida, do quanto fui guerreira, de quanta coisa superei, e que mesmo assim, continuo com meu coração sem mácula alguma, sem qualquer sentimento negativo...
Se soubessem das minhas preocupações e ansiedades, da minha vontade e empenho em resolver as coisas, do meu sentimento de impotência ao perceber que isso, muitas vezes não está ao meu alcance, e que esse tipo de situação me faz ver que precisamos aceitar quando já fizemos tudo que podíamos fazer, sendo que o que passar daí, só poderá ser resolvido por Deus...
Se as pessoas soubessem o quão corajosa e forte eu tenho que ser, para não deixar, que as perdas e as situações mais dolorosas consigam tirar por muito tempo, o sorriso do meu rosto...
Se soubessem por tudo que passei e tenho passado, sem deixar que isso me torne uma pessoa amarga, mau humorada, queixosa, ou que eu busque qualquer tipo de fuga...
Se as pessoas soubessem quanta fé e esperança eu tenho que alimentar todos os dias, elas jamais me julgariam, muito menos teriam inveja da minha alegria... alegria essa, que vou distribuindo durante a grande maioria dos meus dias, pois dias ruins existem sim, e lágrimas são necessárias para limpar meu coração de todo e qualquer ferimento. Depois disso, a cicatrização é cada vez mais rápida, pois tenho muito pouco tempo, para gastá-lo com tudo que for negativo...
Então, que todas as pessoas que já me fizeram mal, que ainda fazem ou que tentam fazer, saibam, que desculpei e esqueci completamente o que me machucou, que continuo desculpando e esquecendo...
E que apesar de todo o sofrimento, de todas as quedas, de todas as covardias e maldades, causadas por pessoas ou mesmo pela vida, meu coração continua e continuará limpo, pois nele há muito espaço, mas somente para aquilo que for bom. 
Se as pessoas soubessem da minha história, não se espantariam tanto e entenderiam o fato de eu ser extremamente verdadeira e transparente, de eu não ter medo algum de abrir meu coração, pois nele não há nada que necessite ser camuflado...  é isso que me mantém em pé e que me dá força pra seguir em frente, sempre.

‎''A alma corajosa não é aquela que se dispõe a revidar o golpe recebido e sim aquela que sabe desculpar e esquecer." (Chico Xavier - Emmanuel)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O amor, quando nos leva,
Não deixa possibilidade de volta.
Ou vamos nós dois,
Ou sigo sozinha.
Mas voltar...
Voltar já não é possível.
Muitas, muitas pessoas têm interesse por você. Mas pouquíssimas tem sentimentos por você e enxergam o seu valor.
Ao mesmo tempo que Deus me fez mulher, pequena e frágil, colocou em mim uma força descomunal, da qual Ele é a fonte. E que ninguém subestime essa força.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Dia da Justiça: Quem dera os preceitos da justiça fossem tão observados quanto os da hipocrisia.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Jamais vou entender essa anatomia sentimental: é só abrir o coração, que a gente toma na cabeça.
Ando passando alegria no rosto, todos os dias, sem falta. E pude comprovar: ainda não inventaram um cosmético mais poderoso!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ando distribuindo sorrisos, principalmente para mim mesma. Não há nada tão simples e gratuito, mas garanto: faz um bem danado!
Quem quiser que receba
Todo o amor que ando espalhando
Nesse vento perfumado de primavera.
Quem não quiser, não se preocupe,
Pois esse mesmo vento
Traz o amor de volta para mim.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Se você ainda não consegue fazer o bem, comece não fazendo o mal. Acredite, já é uma grande coisa.
Sob o calmo olhar
Da tarde morna
E o doce canto
Das pequenas cigarras,
O amor repousa
De todo o seu cansaço,
O amor dorme...
Um sono sem sonhos.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O mundo muda. Certas cabeças é que não mudam. Desconfio que não mudam porque não há dentro delas muita coisa...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Tenho pena daqueles que perdem as oportunidades por puro medo, sem ao menos ter tentando, porque a vida não repete os momentos, nem dá a mesma chance duas vezes. A vida é como um rio:  um rio passa, assim como passa o tempo... jamais volta.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Tirando o que a Lei prescreve para todos, as regras subjetivas que valem para a sua vida, podem ser bem diferentes daquelas que vigoram na minha. Eu não preciso concordar com as suas e você não precisa aceitar as minhas. Só o que necessitamos é de uma boa dose de tolerância e respeito.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sim, tenho meus medos.
Às vezes são bem absurdos...
Só que nunca me entrego a eles.
Portanto, não deixe que eles te assustem.
São apenas resquícios de algumas mãos
Que não tiveram o menor cuidado,
Ao manejar um coração delicado...
Mãos despreparadas para segurar
Uma rosa vermelha e suave.
Mas então você apareceu...
E fui descobrindo alguém diferente,
Tão simples e tão especial,
Que demorei a acreditar
No que eu havia encontrado.
Por isso vesti uma armadura,
Pra me defender, nem sei de quê.
Porém já me despi desta indumentária.
Resolvi usar só a minha coragem,
Porque ela é minha peça favorita...
E também aquela que mais me cai bem.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011


Hoje, estou exatamente há um ano sem a minha avó querida, minha mãe duas vezes, minha irmã, minha amiga de todas as horas.
Escrevi este poema ao lembrar da última noite que minha avó esteve comigo, que passei cuidando dela, com ela no meu colo.
E paro de escrever por aqui esta dedicatória, pois as lágrimas me impedem de continuar...



Volto meus olhos insistentes
Para tua face triste e cansada.
Fito teus olhos e digo baixinho:
Dorme agora, que a noite é nada.
Dorme agora, que estou aqui.
Dorme, que te protejo com meu amor.
Os passarinhos já anunciam a madrugada
E a luz do dia que está nascendo
Levará embora toda tua dor.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Lembrei-me daquela doce canção
Que no mais vagaroso entardecer,
Um anjo cantava para mim
Sentado na minha janela,
Para que eu não esquecesse
Que a poesia está em tudo,
Mas sobretudo,
Nos olhos de quem a vê.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Eu já apanhei muito da vida. Sim... eu continuo indo parar na lona, muitas vezes.
Mas tem algo em mim, que muita gente chama de teimosia, do que decididamente discordo, que sempre me salva, pois eu sempre me ergo... e cada vez mais rápido. A cada dia que passa, me permito ficar menos tempo na lona.
Talvez por ter a percepção, cada vez mais clara, de que não há tempo para perder ali.
Ou talvez porque depois de tantas quedas, eu tenha aprendido que a lona, definitivamente, não é lugar para mim.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Está tão na moda dizer: - Acho chique!
Pois vou dizer o que EU acho chique: chique é não ter frescura!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Nos dias de hoje, existem muitos sentimentos por aí, disfarçados de amor. Mas não se engane... o amor sempre será muito raro e valioso. Jamais poderá ser banalizado, não importa quantos milhares mais de giros a terra dê. Amor é uma fórmula única e imutável, que não se submete às regras inventadas nesse mundo.
Portanto fique atento: não se iluda com sentimentos mascarados, mas também não deixe o amor batendo a sua porta sem ser atendido... A vida é muito curta e essa oportunidade pode não se repetir.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Um poeta não precisa estar diante de uma bela paisagem para cantar a sua beleza. Um poeta traz todas as belas paisagens dentro de si.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Tenho que confessar:
Não simpatizo muito com o ponto final.
Prefiro as reticências,
Pois elas sim, trazem incontáveis possibilidades.
Não gosto de pontuar, nem mesmo os finais felizes.
Talvez porque no fundo eu saiba,
Que na realidade, tudo é infinito.
O que existe são passagens
De um ciclo para outro,
Que apenas nos dão a ilusão de um fim...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Um gosto um tanto adocicado
Me traz a tua lembrança,
E esta solidão faz costado
Com o manso entardecer deste pago.
Teu sorriso é um regalo
Entre estes versos e o silêncio
Que agora entrego ao horizonte.
O sol vai se despedindo despassito
E meu coração num reponte
Sai buscando teu olhar
Para que só depois eu possa
Adormecer... e minha alma serenar.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Se não posso fugir da dor,
Que pelo menos ela seja breve.
Não quero fardos... nem de amor.
Só levarei comigo
Aquilo que não pese.
O resto vou jogar na beira do mar
Para que a maresia leve!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

No dia 03 de Outubro, há exatamente um mês atrás, escrevi:

"Sim, todos sabemos: tudo a seu tempo.
Mas quando é que vai chegar o meu tempo?
Quando enfim o presente do indicativo, conjugado na primeira pessoa do singular?"



Hoje, respondo a mim mesma: 

Sim, todos sabemos: tudo a seu tempo.
E como o tempo é o senhor desta vida, não ouse questioná-lo.
Na hora certa, nem antes, nem depois: o presente do indicativo, conjugado em primeira pessoa, mas do plural.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Um dos maiores prazeres que tenho nessa vida... é poder me dar ao luxo da simplicidade.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Percebo que ainda hoje,
Existem os obstinados pela rima.
Mas para mim,
Rimar pouco importa!
O que eu quero é rir...
Rir e ver o sol,
Rir e ver o mar,
Sempre rir e sempre amar!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Provérbio popular revisto e readaptado especialmente para os ingratos: AQUI SE FAZ, AQUI SE APAGA.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Refletindo sobre os relacionamentos, acabei percebendo que o amor dá mais errado do que certo. Não, não é pessimismo. Já dizia Vinícius, que a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida. Bom, pelo menos eu interpreto essa arte do encontro de que ele fala, como sendo o amor... Afinal, existe maior encontro na vida do que o amor? É um encontro com o sentimento, com o outro e com nós mesmos.
Claro, não posso ser tão categórica no que afirmo, pois não é nada comprovado estatiscamente, embora tenhamos um grande indício que pode colaborar para minha linha de pensamento: a música sertaneja.
Pode parecer que estou dizendo bobagens, mas se não fossem os casos de amor mal sucedidos, de onde viria tanta inspiração para as letras deste estilo musical? E quem, quem em alguma fase da vida, já não se pegou escutando e sentindo o que dizem essas canções?
Mas que fique claro, não quero fazer aqui uma apologia ao desamor, pelo contrário. Acredito que o amor seja como uma florzinha, bem corajosa e teimosa, que apesar de qualquer condição climática e de qualquer terreno desfavorável, obstina-se em brotar e desabrochar, muito, muito vermelha, e ali permanecer, afrontando todos os tons desbotados que a cercam.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Eu hoje decidi poupar uns versos... para irrigar minha alma em eventuais períodos de estiagem.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Saio caçando um adjetivo fujão
Ele vai escapulindo, sumindo,
Por pequeninas frestas invisíveis.
E quando penso que finalmente o peguei...
Triste engano... Ainda está vazia a minha mão!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Em homenagem ao dia do Poeta!

Ser poeta não é nada sobrenatural,
Pois embora o poeta seja um ser esquisito,
Não deixa de ser incompleto e humano.
Tão humano, que tem essa necessidade
Tão pungente, de expressar-se.
E a arte da poesia é tão necessária,
Quanto bela e solitária.
Ser poeta, está mais para uma sina,
Da qual não se pode fugir.
Mas está longe de ser um castigo,
Porque ao mesmo tempo
Que nos prende pela palavra,
Pela palavra, também nos liberta.
Enfim, ser poeta é como tudo nessa vida,
Tem uma dualidade inquietante
E é uma busca que jamais termina.
O medo que não nos prepara enfrentar aquilo que tememos, é totalmente inútil.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

EU AMO, assim mesmo, em caixa alta e com letras garrafais.
Amo até a última gota do amor. E me dou para quem eu amo, sem reservas ou condições, sem exigir garantias. Amo com toda a minha coragem.
Eu luto até o último round. Sei que nem sempre dá para ganhar, mas se eu lutar até o fim, pelo menos perderei com dignidade. E me entrego à luta sem medo.
E se for pra apostar, eu aposto todas as minhas fichas, pois na vida é tudo ou nada e quem nunca se arrisca, já perdeu.
Nessa vida, não existe meio riso ou meio sofrimento.
A vida é ávida! Ávida por gente que acredita,  que ousa e que faz acontecer, que vive e ama intensamente.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Doutor, resolva meu problema!
Escute meu coração,
Pois eu já cansei de escutá-lo
E sempre me dar muito mal por isso.
Mas Doutor, já vou avisando,
Não se deixe enredar por este coração,
Porque ele, além de ser idiota, é mole e fraco.
Doutor, é uma emergência!
Como o senhor pode constatar
O caso é gravíssimo,
Praticamente de vida ou morte!
Faça logo um procedimento cirúrgico
E implante uma blindagem nesse coração,
Do mais puro e resistente aço
E que jamais possa ser removida!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Pela primeira vez experimentei esse sentimento tão forte e assustador, e mesmo assim, me entreguei a ele sem medo. Não posso dizer o quanto errei e o quanto acertei, só que cometi erros e acertos.
Mas as consequências da minha entrega a este sentimento, foram catastróficas.
Mais uma vez, pensei que meu coração não fosse aguentar. Mais uma vez sofri o inimaginável.
Mas nessas veias corre um sangue guerreiro que faz com que eu me levante sempre, apesar das mais duras quedas.
E também porque toda mulher tem algo de  Fênix, e sempre renasce de suas próprias cinzas, feito a ave mitológica, ressurgi, mais segura do que nunca, mais decidida, mais corajosa, mais EU.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Foi só um sonho... É, um sonho.
E de sonhos, cedo ou tarde
A gente tem que acordar.
Acordei, abri os olhos e vi
Que fiz parte de apenas um capítulo
No enredo da tua vida.
E com um só capítulo
Eu jamais poderia ser protagonista.
Fui apenas uma figurante,
Que fez sua breve aparição,
E depois, fecharam-se as cortinas 
E não restou o menor reconhecimento,
Não restou um aplauso sequer,
Não restou nada,
A não ser o total esquecimento.
Não gosto de metades, nem de meias verdades, meios termos ou meias paixões. Tudo que for "meia-boca" não me satisfaz.
Mas, como para toda regra há uma exceção, neste mundo existe sim, uma única metade que me interessa e é capaz de me saciar: é  você... Pois você é a metade que se encaixa perfeitamente com a metade que sou eu. Quando nos juntarmos, enfim nos tornaremos um só... e também dois inteiros.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Coisas que estou constantemente aprendendo sobre o amor:
O amor não se submete ao tempo.
O amor não tem hora marcada, nem chega na hora certa.
E quando chega, o amor traz consigo uma pressa angustiante.
Por isso o amor não sabe esperar, nem é adiável.
Além de não se sujeitar ao tempo, o amor é muito exigente,  precisa ser sempre o protagonista em nossas vidas, não aceita ficar em segundo plano.
O amor também não é discreto, por isso se alguém te ama, você vai notar... se você não perceber de alguma forma, sinto muito mas não existe amor.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Não tomar uma decisão quando ela é necessária, também é um tipo de decisão.  Ficar em silêncio quando questionado, também é um tipo de resposta.
Mas confesso que só se valem destas "saídas", os pouco corajosos.
Eu nunca saio pela tangente, não falo em entrelinhas nem deixo nada no ar. Me faço entender claramente e acho que as coisas seriam bem mais simples se todo mundo agisse assim.
Peco sempre pela atitude, até mesmo em demasia, mas nunca pela omissão.
Sei que muitas vezes minha clareza e minha objetividade chegam a assustar.
Mas é esse o meu jeito, e  prefiro assustar do que permanecer inerte, pois esta vida, definitivamente não combina com a inércia.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Morro um pouco mais
A cada dia de espera.
Os segundos gotejam devagar.
Desses dias, só o que fica
É uma vaga lembrança
E a brisa da minha poesia.
A espera consome não só o tempo,
Mas vai desgastando a esperança,
Assim como aos poucos
A ferrugem vai corroendo o metal.
Minhas palavras já não bastam
Para te dizer até mesmo o que é tão óbvio.
Meus sonhos vão desbotando lentamente
Assim como o dia vai desbotando a noite...
Viver é travar uma luta constante com o tempo.
O tempo leva tudo embora,
E também vai me levando aos poucos...
Porém a poesia transcende o tempo.
Por mais que o tempo passe, a poesia fica.
A poesia não se submete aos relógios.
E nestas linhas, entre meus versos... aqui estou.
Somente aqui, permanecerei para sempre.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Ultimamente tenho ouvido falar que certa situação é provisória... Então fico pensando, se formos analisar a fundo, qual a situação que não é provisória nesse mundo?

terça-feira, 4 de outubro de 2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sim, todos sabemos: tudo a seu tempo.
Mas quando é que vai chegar o meu tempo?
Quando enfim o presente do indicativo, conjugado na primeira pessoa do singular?

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Não, a vida não me trouxe esse amor... A vida simplesmente me esfregou esse amor na cara!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Eu sou uma pequena faísca.
Você é o vento.
Quando você vem sobre mim
Me transformo em chama,
Pois o vento não pode apagar o fogo...
Quanto mais você sopra,
Mais me alastra, mais me inflama!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Eu poderia te dizer tantas coisas...
Mas de que adiantaria?
Seus olhos inventam realidades
Que ninguém mais pode enxergar.
São tantas pequenas farpas
Que vão se acumulando no sopro dos segundos
E quando alcançam a minha pele
Acabam machucando de verdade.
Hoje eu só queria que você me trouxesse
Aquele seu sorriso mais calmo
E aquele doce olhar de aceitação.
Não precisaria de palavras,
Pois as palavras também foram feitas para voar,
E tantas vezes me levam
Por caminhos que eu nem pude escolher...
Quando me dou conta, já estou lá!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A paixão vem,
A paixão passa,
Vai e volta...
E também acaba.
Já o amor,
O amor não tem fim,
O amor fica,
O amor permanece....
Sempre.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cantei mil canções
Velhas canções de amor,
De solidão e despedida...
Arranquei a paixão do peito
Como a noite tira a luz do dia.
Sei que é complicado às vezes,
Às vezes eu já sentia
Antes mesmo de saber.
Mas hoje a vida passou por mim,
E por um breve momento
Nos encontramos naquela esquina.
Então a vida seguiu seu rumo, apressada.
E eu fiquei olhando,
Olhando a vida...
Com meus olhos de menina.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Eu que admiro tanto o genial toque de humor do Mestre Quintana em sua poesia, hoje tive um lampejo, uma pequena faísca de bom humor, que enveredou para esta frase:

Não fique aí pensando na morte da bezerra, pois enquanto isso, a vaca pode estar indo pro brejo...

Pois é... às vezes parece piada, mas ainda assim, é poesia... Poesia bem humorada!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Amor, quando é de verdade, jamais morre. Apenas adormece.
E assim como adormece, pode acordar.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ando dia e noite vagando
Pelos quatro cantos da minha alma.
Procuro uma esperança há tempos perdida,
Mas só encontro lembranças empoeiradas
E a mesma solidão... minha velha conhecida.
Neste momento, olho para minha mão
Que parece voltar tão vazia...
Porém não te enganes, é preciso olhar com calma:
Aos poucos tu verás que ela está repleta,
Estendo-te meus versos em sua palma!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Toda a minha tristeza
E todas as horas intermináveis 
Que passei sem você,
Foram entregues, trocadas...
Pelo breve segundo
Em que meus olhos
Novamente descansaram em ti.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

É preciso um largo sorriso
Para enfrentar tardes assim.
É preciso ter muita alegria e pouco juízo
Para desviar de tanta coisa ruim.
É preciso vestir um sonho novo
Ao ver um novo dia nascendo para mim.
É preciso olhar para o céu muitas vezes
Para lembrar que nem tudo tem fim.
Tome muito cuidado ao jogar o bumerangue da vida.
Não se esqueça: aquilo que você joga para o mundo, um dia retorna para você.

sábado, 10 de setembro de 2011

Amo-te com a paz dos caminhos ermos
Onde só o que se move é a luz da lua.
Amo-te com o alegre rumor dos pássaros
Que cruzam o céu em revoada ao fim da tarde.
Amo-te com a delicadeza destes tons de outono
Que aos poucos invadem a minha rua.
Amo-te com a quietude desse sol
Que no horizonte se despede sem alarde.
Amo-te com a doce espera
De uma saudade que sabe ser só tua.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

É algo assim,
Bem mais que saudade.
É uma falta que sinto...
Como se fosse um pedaço meu
Que desprendeu-se de repente,
E deu lugar a sua presença.
Depois que você se tornou parte de mim,
Já não sou a mesma,
Já não sou "só eu"...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Estes meus versos,
Que nasceram de ti
E te foram entregues pelo vento,
Te deixaram todo prosa!
Neles havia um quê de saudade,
A intensidade deste momento,
Um cheiro de mato e de chuva,
A meia luz de um fim de tarde
E a suavidade de uma rosa.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Nós, seres humanos, às vezes parecemos demasiadamente limitados... Mas quem é que estabelece nossos limites?
Um limite, só é um limite temporariamente, enquanto ainda não foi ultrapassado.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Olho pela janela...
O poncho negro da noite
Cobre a vastidão dos campos.
No céu, nenhuma estrela se mostra.
O vento vai se aquietando.
O silêncio é cortado apenas
Pelo grito de algum quero-quero
Que nunca abandona sua vigília.
E neste exato momento
A noite, já cansada
De sua própria escuridão,
Resolve ir clareando, clareando...
Até virar madrugada.

sábado, 3 de setembro de 2011

E aquela esperança
Tão pequenina
Ainda no berço...
Pobrezinha,
Ainda nem sabe que morreu.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A vida sempre força um recomeço, quer a gente queira ou não.
Mesmo que a alegria acabe, que o amor acabe, que a própria vida das pessoas que amamos acabe... cedo ou tarde, vamos ter que recomeçar, e quanto antes fizermos isso, menor o nosso sofrimento.
A própria estrutura dos nossos dias é assim: cada noite é um fim...  E cada manhã um recomeço. Todo os ciclos da natureza são assim. O que esquecemos é que nós, seres humanos, não estamos à parte disso tudo. Somos apenas fragmentos de vida e estaremos sempre sujeitos as suas leis.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Eis que me pego travando esta conversa, com o poeta que mora em mim:

- Já é muito avançada a noite... e você poeta, segue poetando...
- Ora, e que outra serventia teria um poeta?
- Claro, um poeta tem seu ofício muito bem definido, eu sei... Mas não dizem que existe a hora certa para cada coisa?
- Pode existir sim a hora certa para muitas coisas, menos para a poesia. Não existem versos com hora marcada!
- Mas poeta... a noite é feita para dormir! Ou os poetas não precisam dormir?
- Posso lhe garantir, que antes de qualquer coisa, um poeta tem que vigiar sempre, pois no menor dos seus cochilos, poderia estar nascendo mais um novo verso... Dormir se torna secundário. Essencial mesmo para todo poeta, é nunca deixar de sonhar!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Tento ir para longe
Desse amor incerto,
Mas toda vez é a mesma coisa:
Vou... mas vou completamente só.
Vou só, até de mim mesma,
Pois meu coração não me acompanha.
Meu coração fica.
Meu coração permanece
Sempre no mesmo lugar.
Inutilmente volto para buscá-lo...
Chamo, suplico para que venha comigo,
Mas ele já não responde.
Então fico também,
No meio do caminho...
Pois sem coração
Nenhum rumo é certo.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Muitas, muitas coisas seriam mais fáceis nessa vida se todos enxergassem e aceitassem apenas dois fatos: que as pessoas desse mundo, sem exceção, cometem erros... e que as pessoas mudam.
Uma pessoa é sempre algo em transição, mesmo que ela não saiba ou não tenha plena consciência disso.
Por isso acho estranho quando dizem: - meu casamento acabou porque meu marido mudou. Claro que mudaria! Todas as pessoas mudam, independente da nossa vontade, do nosso querer.
No exemplo da frase que citei, o que aconteceu, foi que o marido, apenas não mudou como a esposa esperava. Mas aí, já não é problema do marido, pois não foi ele que incutiu qualquer expectativa em sua esposa.
É isso que muita gente não entende. As nossas expectativas, são criadas por nós mesmos. Ninguém consegue iludir você. Você é que ilude a si próprio. Mesmo que alguém queira fazer com que você acredite em alguma coisa que não é real, nada acontece sem a sua concessão.
Mas eu sei, eu sei que a gente concede, autoriza, assina embaixo.
É, voltamos para o primeiro fato: nós todos erramos. E vamos continuar errando até o fim da vida. Por isso, costumo dizer, que quando eu morrer, talvez me torne uma pessoa maravilhosa! Porque quando morremos, o que resta de nós, são somente lembranças nostálgicas que junto com o costume do ser humano valorizar só o que já não tem, nos transforma em pessoas até melhores do que fomos... Ah, mas quase esqueço, que depois que morremos é que os outros conseguem ver aquilo que era essencial em nós, que estava tão óbvio, tão à vista, mas mesmo assim não era notado. Talvez estivéssemos perto demais. Talvez justamente a nossa presença é que fazia com que vissem cada pequeno defeito nosso, menos a nossa essência. Talvez faltasse o distanciamento que a morte proporciona.
Mas diante de tudo isso, o que precisamos perceber, é que todas as pessoas são seres humanos "em construção". E a construção não vai estar nem perto de finalizada, nem quando tivermos 90 anos. Parece injusto, muito injusto. Mas não há outro jeito e também não há o jeito certo. Cada um vai errando, mudando, aprendendo, vivendo... do seu jeito. O que não podemos esquecer é que estamos aqui justamente para isso e que todos temos o direito de errar, de mudar e de recomeçar, sempre.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Então, mais uma vez,
Fica o dito pelo não dito.
O que eu falei e lhe feriu,
O que eu nunca disse
E mesmo assim você concluiu.
O que eu falei e você não ouviu,
O que eu calei,
E ainda assim
Você não escutou.
Pois bem, estou cansada
De palavras proferidas ou caladas.
O som das palavras fere.
E igualmente fere
O silêncio das palavras não ditas.
Restam-me as únicas palavras
Que me salvam a cada dia:
As palavras que escrevo
E que dizem tudo que preciso.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Não sou uma mulher de meios termos. Ou estou alegre... ou estou triste. Ou estou calma... ou estou feroz. Ou amo as pessoas... Ou então sou indiferente a elas. Sou intensa. O mais ou menos nunca me agradou. Entretanto, sou bem realista e nunca tive a ridícula pretensão de ser perfeita.
Sou muito verdadeira, transparente e sensível... Contudo, sou impaciente e não engulo desaforos. Sou simples, carinhosa e bem humorada... Cozinho muito bem,  gosto de futebol e não tenho frescuras... Porém tenho uns dias de terrível TPM. Enfim, sou uma mulher apenas... uma só! Sou sim, diferente, pois sou um emaranhado único, uma complexidade ímpar e singular. Mas tenho virtudes e defeitos, assim como todas as outras mulheres.
Só que me conheço muito bem, para saber que a maior parte em mim é também a melhor. Mesmo assim, assumo meus defeitos e não os escondo. Eles também fazem parte de mim e são como um filtro, pois são eles que afastam de mim as pessoas que não me amam o suficiente para suportá-los.  

"Se você não sabe lidar com o meu pior, então com certeza, você não merece o meu melhor." (Marilyn  Monroe)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Em boca fechada
É que não entra mosca...
É que não entra nada.
Mas a melhor parte,
É que de boca fechada
Também não sai nada.
Pois um ignorante em silêncio,
É mais esperto
Que muita gente!
Life is like a pie. É... a vida é como uma torta.
E nós somos as crianças ansiosas, esperando sempre pelo melhor pedaço...

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Uma borboleta solitária e azul,
De um azul mais vivo que o próprio céu,
Lentamente vai dançando pelo ar...
Quase não agita as lindas asas,
Apenas se entrega sem medo 
E vai acompanhando o vento
Por onde ele a quiser levar...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Mais um Agosto cinzento e frio...
Parece que os ponteiros do relógio
Também congelaram com a geada,
Fazendo o tempo parar.
Tenho a impressão de que este inverno
Não quer ir embora, não quer acabar.
Ou será isto, só a minha ansiosa espera pelas flores?
Ou será só a minha saudade desmedida?
Não... eu sei que não é só mais um Agosto.
Quase não estou aguentando, avó querida,
Este meu primeiro Agosto sem você.
Ainda bem que tenho meus versos em flor...
Eles são lírios perfumados e pequeninos
Que florescem em todas as estações.
São eles que te levam a minha saudade,
São eles que a ti dedico, com todo meu amor.
Quando o sentimento que trazemos no coração é de verdade, ele vai aos poucos dobrando o nosso orgulho, até que este se curve totalmente aos seus pés.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sabes,
Sempre te escrevo
Versos tristes e sem fim...
Mas não te espantes.
Eu não me espanto...
Quem respira poesia,
Já não leva em conta
Os tantos assombros dessa vida...
Nesta vida, básico mesmo, é saber perdoar... Porque todos já precisaram, estão precisando ou vão precisar do perdão de alguém.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Instruções para ler o Quintana:

Para ler o Quintana
É preciso estar a sós com a sua alma.
É preciso aquietar o ambiente e o espírito.
É preciso bebericar os seus versos
Aos poucos, em pequenos goles...
Como quem vai saboreando um bom vinho
De uma safra muito rara.
Para ler o Quintana,
Ainda é preciso
Não ter pressa alguma,
Pois todos os verbos estão conjugados
Infinitamente no tempo "para sempre".

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Nem sei como
Passei esta tarde.
Acho até que não passei...
Apenas o tempo passou por mim
Como se eu fosse uma estátua,
Em que até as lágrimas
Foram aos poucos, petrificando-se.
Não, hoje não é permitido
Nem ao menos chorar,
Pois observam-me...
E todos sabem
Que uma estátua não se move,
Não deixa escapar uma gota sequer
De seus olhos cansados.
Uma estátua apenas deixa-se ficar
 Quieta, muito quieta,
Para que os segundos se afastem sem lhe ferir.
Só o meu amor já não basta.
Só os meus sonhos já não bastam.
Meu coração já sabe
Que não há felicidade possível,
Sem que seja efêmera.
Coisa alguma nesse mundo se mantém,
exceto a poesia.
Percebo isso ao olhar para este entardecer.
Vejo que neste momento
Não me resta nada,
Além desta penumbra sombria
De ilusões perdidas.
Por isso é que preciso,
A cada nova manhã,
De uma esperança novinha em folha...
Novinha em verde-folha!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Não, eu nunca quis
Viver de brisa.
Ah... mas quem sabe um dia
Eu junte todo o meu cansaço,
Me aposente desse mundo
E vá viver só de poesia...
Porque a poesia é melhor do que qualquer brisa,
Porque a poesia jamais cansa.


terça-feira, 16 de agosto de 2011

Não colhas a dúvida
Do alto da tua insegurança
Para depois lançá-la aos meus pés.
O ceticismo do teu coração
Não te deixa enxergar,
Sem esta névoa de incerteza.
O medo é capaz de alterar
Qualquer afirmação,
E até mesmo as indagações...
Sem respeitar as regras da semântica.  
Ah! Em certas situações,
Nada como a boa e velha
Linguagem denotativa,
Onde uma pedra
Se limita ao seu sentido bruto de pedra.
Onde perguntas foram feitas
Somente para questionar,
Nunca para responder.
Trocando em miúdos,
Existem coisas mais importantes...
Viver por exemplo.
Não apenas esse viver de estar no mundo.
Mas um viver de sentir-se vivo, pulsante, único.
Não apenas esse viver de lembranças.
Mas um viver de agora, imediato, presente.
Não apenas esse viver de ser metade e um só.
Mas um viver de ser completo, por inteiro, a dois.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

E assim,
Vamos gastando nossos dias
Displicentemente,
Desinteressadamente...
Como se nunca fôssemos morrer.
Como se a morte
Fosse a coisa mais certa e natural
Para todos,
Menos pra nós
E para aqueles que amamos.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Peça-me carinho
E te darei afagos sem fim.
Peça me beijos
E te darei quantos quiser.
Peça-me poesia
E te darei todos os versos
Que moram em mim.
Peça-me sentimentos
E te darei todos que meu coração tiver.
Peça-me tudo, entre terra, fogo, água e ar...
Só não peça que eu te esqueça
Ou que deixe de te amar.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Esta é apenas uma, dentre as mil coisas que passam pela minha cabeça. Já no meu coração, são sempre outros quinhentos...
Não ouça o que eu digo,
Pois você sempre sabe
Quando estou falando só da boca pra fora.
Nesses momentos,
Não deixe que minhas palavras
Te distraiam e te enganem.
Apenas preste atenção nos meus olhos.
Eles não possuem o véu da minha voz
Eles não se contaminam com o fel do meu orgulho,
Eles só sabem falar de amor.
O tempo
A tudo desgasta,
A tudo consome...
Menos a si mesmo.
Pois tão sábio é o tempo,
Que está sempre se renovando.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Alegres borboletas amarelas
Confundem-se entre as margaridas.
Em vão tento contar:
- Quantas borboletas para  cada  flor?
- Quantas lágrimas para chorar um amor?
- Quantos versos para cantar uma vida?
Não devemos alardear nossas alegrias, nem mesmo as menores, pois os olhos da inveja estão sempre à espreita.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Teus olhos se perdem
No lânguido rio que é meu corpo,
Nestas águas se confundem
Entre tantos espelhos e vitrais...
Mas se meu corpo
Te faz perder a calma,
Sei que minha alma te inquieta mais.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Um dia a vida sorrirá para nós
Do jeito que esperamos.
Um dia seremos plenamente felizes.
Um dia nossos sonhos serão realidade.
Um dia alcançaremos nossos objetivos.
Um dia...
Não hoje.
Porque hoje não é esse dia especial
Que só existe em nosso imaginário.
Será amanhã?
Tampouco.
Um dia está longe, muito longe...
No lugar onde confortavelmente repousa
E de onde nunca sairá.
Esperamos toda uma vida por esse dia,
Porém esta data nunca chega.
Estará eternamente no futuro,
Para  que  sempre possamos dizer:
-Um dia...
Preciso esclarecer: nem tudo que escrevo é autobiográfico. Vez que outra, faz muito bem criar uma personagem, para viver uns instantes em outra vida... É como se dessa outra vida, eu pudesse olhar pra mim mesma e me enxergar sob um ângulo mais amigo, mais humano.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Teu abraço
É um reduto de conforto e paz.
Teus braços foram feitos
Para que pudessem me envolver.
Teu peito foi feito
Para que eu pudesse me recostar,
E ali, para sempre permanecer.
Teu sorriso foi feito
Para  que  todos os meus dias
Tivessem uma centelha de luz.
Teus olhos foram feitos
Para  que  em silêncio,
Você pudesse me falar.
Teus pés foram feitos
Para que você pudesse me alcançar.
Tua alma foi feita
Para que a minha alma
Pudesse se completar.
Ora! deixemos de lado,
Pelo menos um pouquinho,
Essas tantas coisas ruins.
Afinal, nelas, que há de novo?
O mundo está cansado de vê-las.
O que é bom, é raro, eu sei.
Mas o raro é que interessa,
Que chama atenção,
Que se sobressai.
Por alguns momentos ao menos,
Voltemos nossos olhares fatigados
Apenas para aquelas paisagens
Em que eles possam repousar. 

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Hoje as palavras estão voando
Mais velozes do que de costume.
Quando penso,
Lá  se foi mais uma,
Janela afora...
Sem dar tempo sequer
De eu ver que cor resplandecia
Ou se tinha sua própria luz...
Talvez seja culpa do vento,
Que hoje está ventando sem saber pra onde.
Só sei que hoje as palavras estão voando
Mais velozes do que sempre.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O tempo...
O tempo...
Só sei que o tempo leva os dias
Mas não leva você de mim.
A espera...
A espera...
Toda espera é inútil
Quando desprovida de esperança.
O cansaço...
O cansaço...
Só meu coração é que não cansa
De te querer tanto assim.
Não sou a dona da verdade, jamais tive ou jamais terei essa pretensão. Sou sim, apaixonada por minhas opiniões, tomo partido, não fico em cima do muro.
Escrevo, não para dizer verdades. Escrevo para falar de minhas convicções, que para muitas pessoas, estão totalmente erradas.
Respeito a opinião dessas pessoas. Ninguém precisa concordar comigo, assim como eu não sou obrigada a concordar com ninguém. Cada um tem seu ponto de vista, e este é muito singular, muito íntimo para ser julgado por qualquer outra pessoa.
Diferentes pessoas, têm diferentes maneiras de fazer com que as coisas funcionem em suas vidas. O que dá certo pra mim, por exemplo, pra outra pessoa seria um desastre.
Ninguém é dono da verdade. Mesmo porque, não existe uma verdade única.

terça-feira, 2 de agosto de 2011


Ao deixar a dúvida criar raízes, você vira refém de seus próprios pensamentos, pois a dúvida só traz mais de si mesma. A insegurança só vai te dizer uma única coisa: que você não é capaz.
Engula em seco esse orgulho
Que nada deixou,
Senão o gosto amargo
Das palavras que ficaram presas na garganta.
Em vão dizê-las agora.
Só resta ministrar em pequenas doses
Esse silêncio que permeia as horas.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Pode estar tudo em pratos limpos, muito bem definido e explicado. Acontece, que coração nunca entende.
Sempre que chove
Meus olhos se enchem de espera...
Mas quando a chuva cai assim,
Bem de mansinho,
Vai regando sonhos adormecidos,
Trazendo este silencioso alento.
Então a espera inunda meus olhos,
Vai brotando pela face, devagarinho...
Florescendo em esperança.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

De tempos em tempos
Meu coração bate desafinado,
Fora do tom.
Pois descobri que nele existe um lugar
Onde mora somente o vazio.
Por causa desse espaço,
As mesmas batidas já não formam o mesmo som.
E eu que sempre me orgulhei
De ocupar cada centímetro,
Até as mais extremas fronteiras
do meu peito afoito,
Agora percebo esse incômodo pedaço,
Que se não for preenchido,
Continuará falseando o compasso
Deste palpitar enternecido.
Cuidado: amanhã alguém pode descobrir que é um tesouro, aquilo que hoje você joga fora.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

E em vão
Eu fitaria mais uma vez
O mar em seus olhos
Procurando compreender...
Mas tão incompreensível é o mar,
Como eterno é seu lamento.
É... Em tempos de msn e twitter, às vezes fica complicado fazer-se entender. Neste tipo de linguagem escrita, muitas vezes para quem lê, se torna difícil perceber as variáveis entre o tom das palavras de seu interlocutor, pois não há a musicalidade da voz.
Isso atrapalha muito a comunicação prática.
Já em se tratando de poesia, fazer-se entender, não tem a menor relevância.
A poesia é a arte de escrever sob um ponto de vista, para que isso seja desdobrado e interpretado a gosto.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Não sinta as coisas negativas  como  se sua vida fosse acabar no dia de hoje. Essa filosofia só vale para as coisas boas. Estas sim, devem ser vividas intensamente. Uma alegria deve ser sempre vivida como a última de nossas vidas, por mais pequena que seja. Mas para as coisas ruins que acontecem, o melhor remédio ainda é o tempo. O mundo vai continuar girando. O sol e a lua reaparecendo. E um dia, tudo vai mudar. Os frutos plantados amadurecerão e terão que ser colhidos. Apenas certifique-se de que  as sementes que você está plantando são boas e de frutos doces... E saiba que resto não cabe a você.
Se você sair da minha vida batendo a porta, não reclame se esta continuar exatamente assim: fechada.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Quantas camadas de hipocrisia nossas vidas são capazes de suportar? A minha vida, sei que não muitas. Eu deveria estar acostumada a conviver com a hipocrisia, deveria achar normal, ou pelo menos conseguir não me incomodar tanto. Mas não. Minha alma faz uma careta, toda  vez  que me deparo com a costumeira dissimulação das pessoas. Para estas pessoas, está tudo às mil maravilhas, se as coisas apenas parecerem com o que elas desejam. A realidade é atirada a um canto e lá agoniza, pedindo socorro. Nunca estivemos em uma época em que a verdade chocasse tanto. É por aí que podemos perceber o quanto a mentira tomou conta de tudo. E assim, meus dias se tornam  cada  vez  mais difíceis, pois tenho o triste vício de enxergar além deste arraigado limite do “parecer”, e pior, o infeliz hábito de falar a verdade. Aliás, falar a verdade me rende muito mais aborrecimentos, pois muitas vezes quando faço isso, me sinto como se fosse um ET que caiu aqui na terra, e está desavisadamente, dizendo coisas proibidas. Mas não adianta, me dou mal e não aprendo. Continuo falando sobre o que é real, como se estivesse gritando a plenos pulmões para que alguém, alguém neste imenso deserto de aparências me escutasse. Será que alguém pode me ouvir? Se puder, abra os ouvidos, arregale os olhos, mas veja: As pessoas são imperfeitas. Todas elas. Sem exceção. Todos cometem erros. Faz parte da triste condição humana a que fomos submetidos. Então, não há nada de extra terreno se você errar e tiver defeitos. Não tente encobri-los, pois se você o fizer, estará dizendo sim a um mundo onde fazer de conta é o bastante. Fazer de conta que trabalha, por exemplo. Cumprir o horário, puxar o saco do chefe e não se importar o mínimo com a qualidade do trabalho que realiza. Para muitas pessoas isso basta. Aliás, isso basta não só para o funcionário que faz esse papel, mas o próprio chefe exige: se parecer que ele tem bons subordinados é o suficiente. Caso contrário, como ficaria a sua imagem? Imagem... É o que conta. E no mundo da política podemos multiplicar isso por mil. Não importa o que a pessoa é de verdade. Só o que importa é a fama que conseguiu conquistar. Está tudo certíssimo,  desde  que nada pegue mal aos olhos alheios. Estou chovendo no molhado? Estou. Infelizmente. Botar a boca no mundo não resolve? Acho que não. Mas o que me resta? Pelo menos alivio o nó na minha garganta. Porque o embrulho no estômago... Esse não vai passar enquanto eu tiver que conviver com tanta hipocrisia. Minha vida não suporta sequer, mais uma leve camada.
Aviso
Não faça barulho.
Alguns versos são tão delicados
Que o menor ruído os assusta.
Então, sobressaltados,
Vão escapulindo com o vento...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Essa saudade que eu sinto... não é de você. Sinto saudade sim, mas de quem eu era, antes de você estagnar na minha vida.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Talvez por ser uma pessoa simples, também tudo que escrevo seja permeado de simplicidade.
Cada linha que escrevo, é como se fosse uma partícula que se desprende de mim, mas que ao invés de me fazer falta, misteriosamente, só me acrescenta.
Aquilo que sou, está sempre em constante mudança, e espero que continue assim, para o bem da minha evolução como ser humano. Então, somente quando escrevo, consigo capturar o que sou em determinado momento, e não deixar que isso simplesmente passe, mas que fique aqui, eternizado. Pois além de escrever o que sinto, sobretudo escrevo o que sou.
Portanto, aparecem sim, meus erros e cacoetes, mas justamente por serem só meus, são também autênticos.
Escrevo sem pretensão alguma, a não ser alimentar esse meu vício, aliás, o único que tenho.
Não sigo nenhum estilo preexistente, ao contrário, quero passear por todos, misturá-los, inventar algo novo. E quem disse que não é permitido? Escrever não é uma ciência exata, (graças a Deus) e não conheço nada mais livre que as palavras.
O pouco tempo que tenho para escrever e também minha objetividade exacerbada, me impedem de escrever em prosa, ou mesmo poemas longos. Então escrevo só o necessário  e  suficiente para expressar o que preciso dizer. Se eu conseguir fazer isso com uma frase, tudo bem, punto y basta.
Só não  gosto  quando  as pessoas visitam meu blog e  depois  me dizem  para  escrever textos mais extensos, ou "continuar" meus poemas. Continuar o que? Continuar para quê? Se tudo que eu queria expressar já está ali? Como algo tão subjetivo como um poema, por exemplo, poderia ser avaliado (se isso fosse possível), pela quantidade de palavras que contém? Será que ainda estou na escola e preciso escrever a exata quantidade de linhas que a professora estabeleceu, não importando os excessos que eu tenha que cometer para cumprir a tarefa?
Além do mais, se a forma ou o conteúdo do que escrevo agradará os possíveis leitores, esta já é outra história. Neste momento, o que importa para mim em primeiro lugar, é tentar não assassinar a gramática, já tão ferida de morte e por tantas pessoas... Em segundo lugar, pretendo apenas deixar que as palavras fluam, do jeitinho que vierem. É isso que me dá uma sensação maravilhosa e única. Sem mais delongas.
O sentimento que a maioria das pessoas acha que é amor, é apenas apego.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Faço versos como quem brinca de pique-esconde com as palavras. Quando procuro por elas... se escondem. Quando não estou prestando atenção, aparecem fazendo firula.
São danadas as palavras, cheias de caprichos, como crianças mimadas.
Tudo bem, elas recebem meus mimos e toda a minha paciência.
Afinal de contas, meu vício é que depende delas... o que me torna também, uma dependente direta.
Por isso, continuo sempre nesse divertido jogo de pique-esconde, pois as palavras só se entregam a quem souber entender e aceitar suas travessuras.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Têm dias, que tentam insistentemente sufocar a poesia que mora em mim. Têm dias, que não dão chance alguma, para que eu possa trazer uns versos a mais para este mundo. Têm dias, que querem engessar os meus sonhos, teimando em afirmar que o "não pode ser" é mais forte.
E o tempo, senhor dos dias, corre contra nossas vidas.
Ah! Mas existe um detalhe que me salva: eu sou ainda mais teimosa!
Teimo em fazer nascer, da terra seca e pedregosa dos dias mais comuns, cheios de afazeres corriqueiros, algumas flores, mesmo que pequeninas e simplórias.
Então, quando o tempo finalmente me vencer, e minha vida chegar ao fim, poderei voltar meus olhos para trás e contemplar meu humilde jardim... e tudo terá valido à pena.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Ainda bem...
Ainda bem que existem os problemas práticos do cotidiano,
Tão terrenos quanto pequenos.
De outra forma, em alguns momentos
O que daria sentido as nossas desbotadas vidas?

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Existem coisas que para mim, só a poesia resolve.
Leio e escrevo por necessidade. E é sempre como se eu estivesse me afogando, e conseguisse subir à tona para respirar.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Os rios sempre seguirão seu curso.
Assim, só posso seguir te amando.
Não posso parar,
Pois eu te amo feito um rio...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Ontem à noite, passeando pela antologia do mestre Quintana, me deparei com alguns versos avulsos, com o seguinte título: "Apontamentos para um poema".
Em se tratando do mestre, duvido que ele não soubesse que não se pode apenas fazer algumas anotações e deixar o poema para depois.
O poema sofre de uma pressa mortal e nunca espera. Nós, que temos esse vício de compor alguns versos, é que esperamos pacientemente, por aquele breve momento em que as palavras se revelam em uma dança mágica e única.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Acho que todo mundo tem um pouco de poeta. A prova disso é que no meu dia à dia, durante as conversas mais corriqueiras, leio e ouço coisas, que aos meus olhos, são pura poesia... como por exemplo essa frase:
"Prefiro sofrer te vendo, do que te ver sofrendo."
Realmente, percebo cada vez mais, que a poesia está em tudo, mas sobretudo, no amor... e como escreveu o mestre Quintana, "todos os poemas são de amor."

Perdi completamente a paciência para o sofrimento.
Definitivamente, não tenho vocação para levar a minha vida como se ela fosse um enredo de novela mexicana.
Com o tempo, e depois de muitas lágrimas em vão, passei a cansar muito rápido, de tudo aquilo que possa vir a me fazer mal.
Amor próprio também é algo que se aprende.

terça-feira, 12 de julho de 2011

 A partícula "SE"

Existe coisa mais inútil no português ou na vida, do que a partícula "SE" quando usada em algumas expressões, como conjunção adverbial condicional?
"SE" as pessoas fossem diferentes... "SE" a situação fosse outra... "SE" eu pudesse voltar no tempo... Pois pra mim,"SE" é pior que o quase. É a partícula usada como consolo quando não existe possibilidade, ou como desculpa quando não existe vontade. Ou seja, somente quando o "SE" não pode ser. 

Lembrança...
Me veio apenas esta única e pequena lembrança, que quase não mais me ocorria... naquela tarde, teus olhos me sorriram em tons de azul jamais vistos no céu.
Caio Fernando de Abreu explica aqui, exatamente os motivos pelos quais eu escrevo:

"(...) Se não gostar de ler, como vai gostar de escrever? Ou escreva então para destruir o texto, mas alimente-se. Fartamente. Depois vomite. Pra mim, e isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta (...)" "Escrever - e você sabe disso - pode eliminar essa sensação de gratuidade no existir, de coisas o tempo todo fugindo e se transformando em passado. Eu acho então que se escrever te dá um sentido para estar viva (ou a ilusão de um sentido, que importa?), então vai e escreve e diz tudo e rasga o coração, as vísceras, expõe tudo, grita, esperneia - no papel." "Isso é escrever. Tira sangue com as unhas. E não importa a forma, não importa a "função social", nem nada, não importa que, a princípio, seja apenas uma espécie de auto-exorcismo. Mas tem que sangrar a-bun-dan-te-men-te. Você não está com medo dessa entrega? Porque dói, dói, dói. É de uma solidão assustadora."
(Caio Fernando Abreu)


Tenho o defeito de demorar demais para tirar definitivamente uma pessoa de minha vida, mas quando faço isso, arranco pela raiz.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Para quem já está extremamente cansado de esperar, até mesmo uns poucos dias, podem se tornar tempo demais.
A vida é muito preciosa para ficarmos desperdiçando tempo com uma espera inútil, por algo que temos plena certeza que nunca virá.

sábado, 9 de julho de 2011

Quintana escreveu: "-Ah, como esta vida é urgente!"
Vou ter a ousadia de complementar sua frase, pois sei que o grande poeta gostava de leitores que interrompessem a leitura, para pensar e continuar os poemas por conta própria:
- A vida é tão urgente que não dá tempo para indecisões.





sexta-feira, 8 de julho de 2011

E de repente me encontrei,
Entre as tantas minúcias
que cabem no do teu sorriso...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Quintana, com sua incrível capacidade de dizer tanto em apenas uma linha, de fazer poemas imensos em significado e com apenas um verso, teria adorado o twitter e seus 140 caracteres. Porém teria odiado seu propósito inicial, pois ao ler a frase - What’s happening? – resmungaria em versos: - ora, meta-se com a sua vida!
Aliás, o Quintana já "twittava" na sua coluna (Caderno H), há décadas antes de inventarem o twitter!





quarta-feira, 6 de julho de 2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

Tem dias, que nada, nada me tira uma idéia fixa da cabeça. Só o sol de um novo dia irá resolver... e amanhecer novos ares. 
 Falta de amor, deveria ser o único motivo pelo qual os relacionamentos tivessem um ponto final.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Os números...

Os números estarão sempre lá
Serão sempre os mesmos...
Imutáveis.
Então, que esperem os números,
Pois deles nada se perde.
Urgente,
Urgente mesmo como a vida,
Só a poesia.
Primeira frase que li no twitter hoje cedo: “O que é verdadeiro volta? Não. O que é verdadeiro não vai. O que é verdadeiro, permanece.”
Sabedoria de almanaque, diriam os antigos... Bobagens de twitter dirão os modernos e conectados.
Porém, não importa sua procedência, eu sei reconhecer uma verdade quando ela aparece, e essa frase foi pra mim como uma pancada no estômago.
É, na maioria das vezes, a verdade não chega suavemente. Ao contrário, é como um despertador que nos assusta no meio do sono, mas nos faz acordar.
Eu, pelo menos, posso contar com uma grande vantagem: a de não ter medo da verdade.
Então, prefiro encará-la de frente e imediatamente: Quem tem sentimentos verdadeiros não te abandona nos momentos difíceis, não se afasta por mais que a situação seja assustadora... não desiste, não se entrega, não foge. Quando os sentimentos são verdadeiros, vencem o medo e qualquer outro obstáculo.
Verdade dita, verdade compreendida... verdade aceita.

domingo, 3 de julho de 2011